Porque me tornei contador de histórias…

Eu escutei minha mãe e aprendi, que o café do vizinho, NÃO é o mais gostoso!
Sempre temos a ideia, de pensar, que a casa do nossos amigo, é mais legal que a nossa.
Quando eu era mais jovem, achava o carro do pai do amigo, uma super máquina, a mãe da minha amiga, cozinhava muito bem!
E sempre queria ficar na casa dos outros, menos na minha.
Porque minha mãe não estava em casa...ela estava trabalhando... sim...como professora... dois cargos...saía às 05 horas e voltava às 20 horas.
Então, tive que aprender a lidar com aquela situação, de olhar pela janela e nunca para dentro de casa.
Eu e meu irmão, aprendemos a cuidar de tudo numa casa, porque o tempo que minha mãe tinha pra gente, eram 10 ou 20 minutos.
Mas, minha mãe tinha algo, de muito especial!
Ela não tinha carro, não sabia cozinhar, mas era muito inteligente!
Adorava livros e os devorava, o quanto podia!
Quando chegava em casa, se sentava no sofá, toda esticada, com os pés pra cima e pedia brioches, na verdade era pãozinho francês e daí, à partir daquela situação, ela falava da França, de seu reinado, da revolução, etc...
E foi assim, que ela me criou, à mim e à meu irmão.
Ela contava e aprendemos a ouvir.
Na escola, aprendi a ouvir o professor, por isso, não estudava em casa e ia bem nas provas.
Cresci ouvindo histórias, algo raro no universo de um homem! (rsrsrs) Aprendi a olhar para dentro de casa e perceber que minha mãe, não era igual à todas as outras.
Ela era diferente, especial!
Era o café mais gostoso da minha rua, da minha cidade, do mundo!!
Daí aprendi sim, que o café de casa, é muito melhor que o do vizinho!
E por ter tomado o café de mamãe, hoje completo 16 anos como contador de histórias!
(Trecho da minha apresentação para os professores da Vida de um contador de historias
Um dia, vou visitar sua cidade ou sua escola.
Abraços à todos e principalmente à dona Miriam Libânio (minha mãe).
Texto Rodrigo Libanio

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